
SEMINÁRIO INTEGRADOR VII
FÓRUM DAS ATIVIDADES DISPARADORAS
DISCUTINDO AS RELAÇÕES ENTRE AS ATIVIDADES 1 E 2 E OS TEXTOS LIDOS.
| JUREMA DA SILVA OLIVEIRA |
| KATHIA SEIB |
| KATIA DIEHL |
| LIDIANE DIAS TUBINO |
| LUCIANA BETAT BITENCOURT |
| LUCIANA DA SILVA DIAS |
| LUCIENE BORBA SOBOTYK |
| MAGALI BREWDA D''AVILA |
| MARCIA DE MEDEIROS KEMELE |
| MÁRCIA REGINA SOUZA DE SOUZA |
Oi pessoal! estive aqui estou esperando... Que tal discutirmos onde encontarmos as duas questões apontadas nos textos:senso comume preconceito? Onde percebemos isso nos trabalhos dos grupos? O que acham?
Lidiane
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Percebi as ideias de senso comum ou pré-conceitos quando, a partir do lixo recebido,procuramos imaginar e traçar perfis,nos baseando na nossa percepção de mundo,ou seja, a partir de indícios(objetos do lixo),criamos um personagem para satisfazer as nossas dúvidas e inquietações momentâneas.
Por exemplo:achar uma agulha de crochê no lixo,não quer dizer que a pessoa faz crochê,eu mesma tenho agulha de crochê em casa e não sei fazer crochê,eu a utilizo para fazer mechas nos cabelos.
Até...
Luciana Betat
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Gostaria de salientar um trecho do texto "Revisando projetos de aprendizagem nos tempos da web" das professoras Beatriz e Iris :"...as crianças e os adultos organizam e estruturam o mundo que está a sua volta , baseados no que têm a sua disposição :nas suas experiências , no que vêem , observam , no que ouviram ser dito, por outras pessoas ou pela mídia.Estas vivências resultam na formulação de ideias e concepções , que fornecem explicações para uma sucessão de fatos e acontecimentos de seu dia-a-dia. Este conhecimento 'informal' é o que recebe a denominação de 'senso comum'..."
Ao analisarmos o que foi colocado pelos colegas que fizeram a atividade do lixo , fica bem exemplificada esta colocação. As percepções que tiveram , as conjecturas colocadas foram no sentido das vivências e do conhecimento prévio dos integrantes do grupo acerca dos objetos. Acredito que , sendo outros integrantes para analisar o mesmo material , haveria uma significativa diferença .
Magali
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"As teorias que as crianças formulam sobre o mundo,mesmo quando erradas ou certas,não se constroem por acaso..."
Nós adultos também formulamos idéias certas ou erradas diante de muitas coisas.No caso do lixo ou diante do mobiliário de uma casa imaginamos coisas, fórmulamos hipoteses e traçamos estratégias diante da nossa vivência de mundo.Não importando ali no momento se estas eram certas ou erradas.Segundo as professoras Beatriz e Íris tentamos organizar e estruturar o mundo que está a nossa volta de acordo com o que dispomos.Adultos e crianças tem o chamado senso comum e que levam muitas vezes concepções ingênuas diante de determinadas situações.Todos nós ao realizarmos a tarefa proposta levamos em consideração nossos conhecimentos prévios de dona de casa,de pessoas comuns que usam vários objetos em suas bolsas não usamos ali uma investigação cientifica,talvez por outro prisma (cientificamente),teríamos outros resultados que não os que ali encontramos.
Jurema-08/0
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Ok meninas! Vejo que todas concordam que as duas atividades propostas estão intrinsecamente relacionadas aos textos lidos. Seja pela ocorrência do senso comum, seja pela existência de inúmeros (e diversos) conhecimentos prévios. Que tal recordarmos: o que entendemos por senso comum? o que é conhecimento prévio? são coisas distintas ou sinônimas?
Jurema,
Poderias explicar melhor a tua fala quando colocas: "Adultos e crianças tem o chamado senso comum e que levam muitas vezes concepções ingênuas diante de determinadas situações..."?
Um abraço,
Marcinha
Olá Márcia e meninas!
O texto "Conhecimento prévio" traz a seguinte definição para senso comum:
"...ideias nas quais acreditamos,mas que não combinam com o que é cientificamente correto."
-Conhecimento prévio pode transformar-se em senso comum?
-Senso comum é relativo à percepção individual ou coletiva de determinado conceito?
Deixo aqui para discutirmos juntas...
Em relação ao trabalho sobre os lixos,percebi que todos os grupos conseguiram sustentar suas argumentações,em relação ao perfil da pessoa que produziu aquele material,baseadas nas observações cuidadosas de cada objeto .A retomada de possíveis "erros" de análise,foram importantes para enriquecer a investigação do grupo.Eu não estava presente neste trabalho e faço ponderações a partir dos relatos postados aqui no wiki.
Luciene- 9/09
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Olá colegas,
Acredito que os grupos construíram suas hipóteses a partir de suas vivências, em vários momentos foi possível perceber a análise individual de cada participante do grupo, contribuindo para elaborar tanto o perfil da pessoa que produziu o lixo quanto o perfil dos moradores da casa. Conforme podemos observar no texto lido as questões que abrangem um assunto geral criam uma situação rica de investigação em torno das possibilidades, esta foi uma característica visível nas propostas apresentadas.
Márcia Kemele 09/09.
Olá Luciene e colegas!
Penso que o conhecimento prévio não deva , obrigatoriamente , ter relação com o senso comum . Por exemplo : Meu conhecimento prévio sobre a comunicação através da LIBRAS se dá por eu ter feito um curso , o qual a minoria dos ouvintes faz. Por esta razão , meu conhecimento prévio deste assunto , não possui relação com o senso comum , ou seja ,com a ideia que as pessoas fazem da comunicação em LIBRAS. Quanto a este conhecimento transformar-se em senso comum , imagino que não , mas o inverso acredito possível. Ou seja , o senso comum transformar-se em conhecimento prévio. Vou exemplificar novamnete: "Acreditavam que o sol girava ao redor da Terra" -Era uma ideia empírica , a qual transformou-se em conhecimento prévio para um grande número de pessoas, mas que , no entanto , não tinha comprovação científica. Tanto que quando houve a comprovação , foi do inverso.
Quanto ao senso comum , entendo como coletivo , pois se sendo "comum", refere-se à "comunidade" , ou um certo número de pessoas.
Um beijo e até...
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Vamos pensar juntas. Tu avançastes no teu conhecimento prévio sobre libras como uma lingua de surdos com o curso mas, antes, com certeza, já tinhas visto ou ouvido ou pensado que os surdos se comunicam. A base do conceito vem se fazendo á medida que vamos sofisticando o conhecimento sobre ele. De repente, teu conhecimento é tão pequeno e não consegue mais dar conta do que precisas saber ( curiosidade e interesse) que eu começo a me interrogar e a interrogar os outros e começo o processo de busca. No teu exemplo, saber que eles se comunicam por gestos já fazia parte do teu mundinho , mas que aquilo era uma lingua já é um avanço e do que significa os sinais é outro e assim por diante.
Um abração
Bea
Marcia vim te responder:
Senso ato de raciocinar algo em cada caso particular da vida.
Concepções fantasias,conhecimento,fazer idéia de algo....
Portanto querida colega um adulto ou uma criança pode perfeitamente fazer uma idéia ou fantasiar algo sobre um determinado assunto ou situação em determinado momento de sua vida.Um adulto ou uma criança pode pensar sem ter o conhecimento cientifico que por exemplo o mar é azul.O senso comum ai está determinado pelo mesmo pensamento ingênuo de que é azul.
Não sei se me fiz entender,espero ter te esclarecido meu pensamento que pode estar certo ou não.Para mim importa estar aprendendo todo dia.
Jurema-10/09
Pessoal, será que podemos dizer que um está sempre presente e o outro não necessariamente? Abra@os
Olá pessoal! estive afastada por que estou com um pouco de dificuldades de enxergar, pois fiz uma cirurgia nos olhos recentemente. Mas voltando ao forum... Com relação a definição dos conceitos entendo que senso comum, são aquelas idéias, opiniões geradas de acordo com a vivência em grupo, cultura. Assim nós, muitas vezes, afirmamos posturas, opiniões mas não sabemos explicar exatamente por que pensamos daquela forma, mas sabemos que é assim. Geralmente ela se origina do pensamento de muitas pessoas.Não sei se me entederam.Já o preconceito, na minha concepção, são aquelas "bobagens" que atropelam nossa existência, onde pretendemos criar um padrão de comportamento de acordo com que nós achamos e aprendemos que é certo. Geralmente esses pre conceitos já vem da convivência familiar. Mas penso que no próprio pre conceito pode haver idéias e opiniões do senso comum...será? Alguém pode me ajudar a pensar sobre isso?
Assim percebo esses dois conceitos mais nítidos na construção dos trabalhos de todos grupos, que de acordo com seus dados disponíveis, criaram seus personagens afirmando comportamantos e criando hipóteses de acordo com suas culturas, cotidianos e por que não a convivência com outras pessoas? Me chamou a atenção para esse aspecto o grupo que tinha como base uma casa pra mobiliar em que, supostamente residiam duas pessoas. Então sugeriram que fosse um casal recém casado, pois duas pessoas formam um casal.E um outro grupo que sugeriu que, ao revisar lixo, a criança que residia na casa era um menina, uma vez que as revistinhas encontradas estavam muito bem conservadas e isso pressupõe atitude de menina. E eu como mãe de menino, venho fazer a defesa dele!!!!!
Lidiane 12-09-2009
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Essa semana recebi um email sobre uma noticia que saiu no diario gaucho de um ladrão que foi identificado porque usou o banheiro da casa,através desse lixo foi analisado o DNA do suspeito e identificado como o autor do episodio,ai ficando pensando que um lixo pode servir de investigação policial?
Como diz o texto como temos concepções ingenuas das coisas e essa mudança de conceiteis se torna dififcil depois de termos interiorizado,custei acreditar que um lixo possa identificar um determinado morador de uma casa.
Decorar um imovel também vi de encontro a concepção ou ao senso de uma determinda pessoa.Uma coisa que percebo que decorar uma casa é muito além de comprar moveis e decorá-la uma casa identifica o estilo de vida daquela detrminada pessoa ou estampa sua personalidade.
Quanto a colocação da Lidiane a respeito das revistinhas tambem discordo em ter que ser uma menina pela conservação das mesmas,a pouco tempo uma colega de escola doou as revistas e livros de seu filho de 16 anos que utiliza quando criança e estas pareciam novas.Então a hipótese de ser uma menina não concretiza a afirmação.
Luciana Dias 12/09/09
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Oi, Luciana e colegas!
Luciana, ao ler o que escreveste acima, logo lembrei de uma série de filmes que eu adoro: se chama CSI . Através desta série é possível ver como a tecnologia auxilia, sim, em investigações policiais. Até escrevi um pouco sobre isso e partilho com vocês. E, ainda partilhando, trago um link que achei interessante sobre a questão da investigação. Interessante como algumas coisas estão interligadas sem que percebamos de imediato, não é?
Bia Guterres
12/09 Sábado
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Olá Márcia!
Sobre a atividade (referente a análise do lixo) proposta na aula presencial vi que ponderastes o seguinte: “... os grupos construíram suas hipóteses a partir de suas vivências...” Ou seja, tu acreditas que os grupos elaboraram hipóteses com base em seus conhecimentos prévios, ok?! Muito bem. Mas será que o senso comum não estava presente nas deduções também? Vamos conversar sobre isto?
Bj, Marcinha
Olá Luciana e Lidiane!
Meninas, vocês trouxeram à discussão dois termos importantíssimos: preconceito e concepção ingênua. Ótimo!
Agora vejamos, existem comumente relações entre essas duas ações?
Aguardo-as!
Marcinha
Pessoal!
Durante essa primeira semana de discussões em nosso fórum abordamos alguns conceitos de suma importância, tais como: senso comum, conhecimento prévio, preconceito, concepção ingênua... Que tal agora voltarmos um pouquinho à questão PA, para tentarmos alinhavar algumas coisas?!
Qual a função de um projeto de aprendizagem em sala de aula? Nele enxergamos o emprego/a articulação dos conceitos supracitados? Estes conceitos interferem, auxiliam ou são indiferentes num processo de construção/desenvolvimento do PA?
Vamos refletir juntas?
Marcinha
Vamos lá Marcia eu não discordo que PA pode ser um excelente caminho,longe disso,mas minha preocupação frente ao PA são com as nossas escolas que são a realidade a maioria de nós Peadianas.Clareando as idéias:
Em escolas onde não há supervisão ou orientação muito menos direção aberta ao novo,onde as regras são impostas(ou você dança conforme a música ou vai dançar em outro lugar).Pergunto:
_Como chegar assim com o novo?
Essa é e sempre foi minha maior preocupação frente ao PA.
Não e nunca tive medo de desafios,mas o que me preocupa é as imposições dentro das nossas escolas.Podem me dizer que estou louca,que não é assim e uma porção de coisas.Mas minha realidade é essa e junto tem uma porção de colegas na mesma situação.
Penso ainda mais não existem recursos,salas de informatica,muito menos outros.Pois eu se quero folhas e ou material diferenciado tenho que comprar.Disponho de giz e quadro e raramente matrizes e se o mimiografo está estragado vai no quadro mesmo.Ai eu te pergunto dá para ter qualidade em um PA assim?Você pode dizer é tua realidade não a minha nem de fulana,mas desafio a fazer ai uma enquete sincera de quem se acha em condições de fazer um PA como ele deve ser.Se todos não mentirem serão poucos.
Mas é claro que em um PA estará lá todos os conceitos vistos por nós,mas meu senso critico me faz levantar questões de suma importância para um PA de sucesso.Caso contrário será um desastre como os muitops que eu já precenciei ao longo dos anos.Quem de nós no passado não muito longe criticou um método que veio e era bom e com as falhas,os erros cometidos foi considerado fracasso.São nos erros que se aprendem sim são.Mas vamos refletir mais,vamos buscar ver na prática como isso funciona,porque até aqui então só temos teorias e nenhuma prática de experiência relatada que nos faça entender exatamente o que é PA.Quantas coisas nós adultos ainda não conseguimos assimilar.Bem foi só um cutucão assim como diz a Bea meio ou muito preocupado.
Jurema-13-09.
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Ju querida, a gente, professora honesta e responsável, passa a vida preocupada em como fazer melhor para que os alunos aprendam. Sinceramente, tu achas que ter todos os recursos que apontas acima seria uma condição suficiente para termos um belo PA? Seria uma condição necessária e suficiente? Seria uma condição necessária mas não suficiente para que os PA fossem desenvolvidos pelos alunos?
Bea
Oi Marcia, a pergunta sobre a função de um PA em sala de aula, me lembra conceitos antigos de educação, o de memorização.
O professor era o único detentor do saber, ou seja, ele pensava pelo aluno, prevendo o que este deveria ou não conhecer, limitando descobertas, trazendo conceitos prontos e propostas desencadeadas conforme SUA vontade.
E os PAs, onde entram nos novos modelos de educação?
Vivenciamos que os PAs possuem várias etapas, muitos participantes e diversas ações, simultâneas ou não, eles oportunizam os alunos a enfrentarem desafios e a encontrarem estratégias diferenciadas para resolvê-los, ou seja, encontrar suas próprias respostas.
Levar PAs para a sala de aula é uma oportunidade que vai permitir ações múltiplas, a interdisciplinaridade, isso nos remete ao nosso PEAD, onde a cada eixo temos uma ligação estreita entre o que abordamos.
Outra vantagem dos PAs é a oportunidade da inclusão de diversos instrumentos que potencializam as suas ações, um dos mais interativos são as Tecnologias Digitais, que proporcionam as descobertas e promovem aprendizagem colaborativa entre professor e aluno, isso não significa que sem este instrumento os PAs não possam ser implantados.
Em minha opinião os PAs são processos que “aprendem a aprender” e “aprendem a fazer”.
Kathia Seib - 13/09
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É Katia concordo contigo quando fala que o PA é uma ação desvinculada ao processo de educação tradicional que é o que vivenciamos em nossas escolas.Esse tipo de trabalho é um grande desafio para a construção do conhecimento assim o aluno passa de passivo para um agente ativo,todos que estarão envolvidos no PA tende a buscar novas respostas gerando novos conhecimentos.Também meu pensamento vai de encontro com o da Jurema sabendo que nossa realidade de comunidade nos dificulta um trabalho desse nivel.Não contamos com um minino de recurso,e tão pouco com pais ativos preocupados com a educação de seus filhos,estamos em uma época que os pais estão jogando todas as responsabilidades para nós,com isso, e pergunto será que ao fazer esse tipo d trabalho com nossos alunos naõ deveríamos particpar ativamente?Essa minha colocação não que rdizer que estou me redimindo e dizendo "não" quero dizer que devemos buscar uma maneira do que foi dito pela Katia que "aprendam a aprender" e "aprenda, a fazer"
Luciana Dias 13/09/09
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Será que os pais não mudariam se nós mudássemos? Eu gosto da idéia de tenmtar sempre pois pior que está não vai ficar não acham?
Então, porque não abrir os ouvidos aos outros? Aos pais? Aos alunos? Aos colegas? Por que não botar a boca no trombone com ações e não com papo?
Bea
Olá colegas.
Estamos, de alguma forma, em diferentes intensidades, preocupadas com o estágio e a proposta de trabalharmos com o PA.
Divido com vocês um pouco da minha apreensão: tenho pensado em como levar a dinâmica de um PA para uma sala de aula com alunos como os meus. Em alguns momentos fico pensando, pensando...e não vejo uma possibilidade tão "escancarada" como em outra turma regular onde o processo de pesquisa, o "trazer as dúvidas" se dá de maneira mais fácil, acredito.
Porém, em outras ocasiões, penso que a oportunidade de verificar "como uma turma de alunos especiais vivenciará o processo da construção de um PA" está em minhas mãos e, digamos, na capacidade que terei , ou não de , consciente de suas limitações, ainda assim investir nessa tarefa. Continuo pensando e buscando alternativas...
Bem, não posso deixar de dar um olá especial para a Jurema! Oi, querida! Vamos continuar aqui , então, hein? rs
Olha só: concordo que muitas de nós vivenciam um processo autoritário em suas escolas. Logo no início do curso, eu mesma vivenciava um. Nas recusas da direção da minha escola quando eu sugeria a criação de um blog eu constatava a dificuldade existente e a minha necessidade, não de desistir mas, de recuar e insistir em outras oportunidades. (confesso que estas recusas eram o mínimo, perante outras coisas) .
Atualmente, temos um blog da escola e até a solicitação , por parte da equipe diretiva, para que todo o grupo aprenda a mexer com o CMAP Tools. Vocês podem pensar "Hum, a direção se modificou, ficou mais aberta..." Pelo contrário, o que houve foi a mudança de direção! (ah...então não vale...) Vale sim, pois o processo de saída da antiga equipe, depois de denúncias, sindicâncias, de depoimentos, foi uma conquista do coletivo de professores e pais.
Escrevo isso pois acredito que todas , de alguma forma, passamos , estamos passando e/ou ainda passaremos momentos difíceis em nossas trajetórias. A diferença fundamental é de que forma os encaramos (os problemas) e que postura adotamos.
E falando em postura, acredito que é isto, basicamente, que o PA traz: uma mudança de postura não só dos alunos mas, também, de seus professores.
Vimos em outro semestre o quão é importante observar e verdadeiramente enxergar...
Acho que estávamos todas juntas, semestre passado, na apresentação do Portfólio, não é? Lembram das questões trazidas por Platão, através do filme Entre Muros da Escola?
Será que existe alguma relação entre aquelas duas perguntas, a atividade inicial proposta pelo Seminário Integrador e nossa trajetória pelos caminhos dos PAs?
Quem se habilita a dar um "palpite", sobre isso?
Um beijão e inté.
Bia Guterres
Domingo, 13/09
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Bem amigona lá vamos nós aqui fazer o que as vezes costumamos a fazer lá no Blog.Dar umas cutucadas.
Primeiro dizer que não sou contra o PA longe disso.Nem tenho medos de desafios se não já tinha abandonado o curso a muito tempo,por enes motivos que aqui não vem ao caso.
Não penso como a Katia que aprendam a fazer ou que aprendam a aprender,pois me coloco aqui no lugar dos meus alunos eu dizendo isso á eles no momento em que quero que aprendam a ler.Desculpa Katia não é nada pessoal.Mas vamos lá Bea Entre os Muros da Escola traz uma proposta de rever conceitos como daquilo que nós tanto criticamos em relação as relações professor/aluno e as maneiras não muito ditáticas de lidar com planejamento,avaliações etc...O PA e todos os textos que tivemos acesso trás á tona estás questões de maneira não tão diferenciada do Filme.Porém me dou o direito a continuar com a angustia de lidar com o desconhecido sem talvez ouvir de alguém o relato de suas experiências de práticas,com isso talvez possamos ter mais confiança.Lembro das nossa discussões lá no inicio onde desesperada colocava minha ansiedade frente o novo que era "Alfabetizar".Lembro do que me disse não esqueci.Mas foi através de muitos relatos de experiência que ouvi e do apoio de muitas colegas que hoje tenho a segurança de dizer vou continuar alfabetizando.Talvez o meu medo com de muitas seja exatamente do desconhecido.Não é dizer sou contra ou a favor que aqui está em discussão.O que se discute e o que se quer é adquirir confiança e segurança de levar isso para uma sala de aula sem cometermos erros.Pois no momento que se comete algum erro na vida de pequenos não temos mais como corrigir?Fica aqui mais um ponto a pensar.
Jurema-13/o9
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Jurema ! Colegas!
Impossível deixar de continuar um de nossos"esportes "favoritos, hein, Jurema? Que bom.
Mas aí, retomo a cutucada: é possível deixarmos de cometer erros? O que é um erro? Talvez uma hipótese? Será que não é através de alguns erros que resignificamos nossa prática? E falando de prática lembro de muitas de nós solicitando às professoras, relatos de práticas com PAs. Ora, com certeza buscamos relatos que deram certo e, também outros, que não tiveram tanto sucesso. O relato bem que pode vir a nos auxiliar, não é? Acrescento aqui mais outro ponto a pensar.
Abraços
Bia Guterres
Domingo, 13/09
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"E por que estas idéias ingênuas devem nos interessar?
Porque uma mudança conceitual é muito difícil. Adultos e crianças resistem em abrir mão de
conceitos intuitivamente elaborados ainda que tenham aulas sobre um assunto que contradiz
completamente estas idéias e pré-conceitos."
Considero importante esse trecho de um dos textos,a fim de salientar as nossas dificuldades em romper com aquilo que temos como verdades.
Nossas ideias e pré-conceitos estão tão arraigados em cada uma de nós,que só de pensar em como será esse PA que teremos de realizar com nossos alunos,dá um friozinho na barriga.
Acredito que para cada uma de nós seria bem mais cômodo se tivéssemos de dar aulas ditas como convencionais.
Então os mesmos conceitos de ingenuidade e pré-conceitos estabelecidos para as crianças, se encaixam também para nós.
Luciana Betat-13/09
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Oi pessoal!
Lendo as colocações percebi que estamos nos referindo ao que estamos fazendo , sem perceber!!!!
Explico: quando falamos de PA , estamos trazendo junto as ideias , nossos conhecimentos prévios, sobre os conceitos que temos de educação. Como professores , formados em uma metodologia tradicional, por mais que aprendamos outras metodologias , o que mais faz sentido a nós é a tradicional , pois foi a partir deste modelo que fomos formadas,este exemplo se fez muito forte à nós. Então , mesmo tendo usado os PAs , tendo concordado que ele é um forte instrumento de mudança para a atual maneira de dar aulas ,que ele é um novo conceito, que vem ao encontro de tudo que debatemos sobre o que está sendo necessário aos alunos "pensantes " que temos atualmente , sempre haverá restrições ou salas de aula onde o discurso é coerente com a mudança , mas a prática se faz tradicional.São nossos "pré-conceitos estabelecidos", usando as palavras da Lu Betat, que agem , mesmo que não tenhamos consciência disto.
Um beijo e até...
Magali, 14/09
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Magali amada, deixastes a bola quicando para mim!! Será que há aprendizagem sem operarmos sobre o objeto de estudo? E quando falo assim, estou me referindo a experienciar, praticar e em cima disso refletir. Será que ler muito, testar uma ou 2 vezes, ouvir muito sobre novas metodologias nos faz aprender?
Umabração
Bea
Gurias!
Indo de encontro à discussão iniciada pela Jurema e pela Bia sobre estar segura na "aplicação" de um PA,lembro um comentário da Íris quando nos orientava no primeiro PA ,que dizia mais ou menos assim:"...gurias,não esqueçam que estou aprendendo junto com vocês."E acredito que assim é que deva ser mesmo:aprendermos junto com nossos alunos.Claro que necessitamos um preparo maior , pois dúvidas surgirão e precisamos respondê-las,mas o caminhar de um PA é uma caixa de surpresas.Ele não é uma obra fechada,vai se construindo à medida em que acontece.É preciso ousar , Jurema e isto custa caro!!!
Beijos !
Luciene
14/09
Beijos,Luciene
Ju e demais gurias, o medo de errar tb é fruto da nossa base conceitual que rege o nosso agir como professora. Nós fomos formadas no paradigma mecanicista, linear, com uma pergunta e uma resposta, com uma visão de que um fenômeno era causado por uma variável. Isso nos deixava no papel de sermos aqueles que fariam as perguntas mais importantes e daríamos as respostas mais adequadas porque o sentido do aprender era de nós para eles. Esse tb era o sentido da ciência. Mas ai, a teoria dos sistemas interdependentes, da relatividade do saber ao momento, da incerteza do que realmente ocorre em um mundo em rede, da importância do investigar, da comunicação rápida e global, das tecnologias, atropelaram tudo!!! E veio o medo!! O nosso mundo profissional tão bem comportadinho caiu!! Nós nos desequilibramos e temos, agora que nos reacomodar no sentido piagetiano, ou seja temos que construir uma nova professora. Para nossa sorte, essa construção não pode mais ser feita sozinha: podemos e devemos trabalhar juntos com os colegas, alunos e pais. Para nossa sorte, os bons estão como nós, querendo vencer o medo de trabalhar diferente.
Quem não tentar mudar? Vai ser atropelado porque o trem está vindo a uma velocidade incrível.
O que fazer? Isso que estamos fazendo: dividindo o medo, enfrentando-o de frente com um novo olhar bem mais corajoso, refletindo sobre nossas ações, pedindo ajuda, dando ajuda, trabalhando junto, respeitando o valor e as inseguranças e erros dos outros e, principalmente dos nossos e, há alguma maneira melhor e mais flexível que a arquitetura pedagógica do PA como fundo?
Bea
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Olá colegas!
Estive por aqui lendo um pouco do nosso fórum que está bombando.
Tenho que concordar com minha colega e amiga Jurema a respeito dos recursos que não temos para realizar PAs com nossos alunos.Mas também sou obrigada a concordar com as outras colegas que nos pegam pela nossa fragilidade e insegurança de se encarar algo novo. É Bea e o medo de errar? Sabemos o quanto não foi fácil pra nós adultos construir nossos projetos por muitos motivos.O primeiro foi os desencontros, a disponibilidade de horários para estarmos juntos. trabalharmos juntos. E os outros, acho que foram sim o senso comum, o preconceito, a ingenuidade a falta de preparo em tal atividade. Eu me sinto sim insegura em encarar o desafio, não impossível.Mas que dá um friozinho na barriga de pensar em ser avaliada tendo que construir um PA com meus alunos...ha isso dá!!!!
Abraços Lidiane 14/09/2009
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Bea com certeza há muito tempo gritamos por mudanças.Não estamos contentes com o sistema imposto e todo esse desfile de criticas e opiniões diversas sobre a atual conjuntura da Educação.Isso é um fato.O medo faz parte da vida e sem ele não há o desafio de vencê-lo.Isso é outra coisa.Porém minha e de muitas é a angustia de não saber lidar com esse novo.Precisamos de alguma maneira nos sentir seguras.Eu só venci meu medo de alfabetizar quando me senti segura no que eu estava fazendo e isso demorou alguns meses.Ai eu me pego a pensar em toda uma estrutura falha dentro das escolas,na falta de recursos e toda uma série de coisas que não cabe aqui repetir.Fiquei pensando no nosso PA tão cheio de desencontros,conflitos e erros.Houve crescimento talvez mas veio outro e não teve resultado positivo como era esperado e junto veio essa insegurança batendo forte.Como diz minha amiga Lidiane que dá um friozinho dá.Temos um ponto a nosso favor que é o não querer mais o que está ai.Agora basta encontrar o caminho para o PA.
Jurema-14/09
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Oi colegas,
Respondendo ao "cutuco" da Marcinha, sim eu acredito que as hipóteses criadas pelos grupos têm muito de conhecimento prévio e também de senso comum. Quando estamos frente a um desafio reagimos através da nossa experiência procuramos na nossa bagagem tudo que sabemos sobre aquele assunto e posteriormente é que vamos nos informar, estudar e aprofundar nossos conceitos, ou não. Acredito que este seja o principal tempero do PA, a questão da investigação, e a partir dela as comprovações ou mudanças de nossos conhecimentos. Não devemos ter "medo" das nossas escolas, pois elas gritam por mudança, e concordo com a Jurema o PA pode ser o caminho.
Márcia Kemele.
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Olá pessoal!
Com relação ao que estava sendo falado , sobre o "medinho' que dá o PA , enquanto prártica com nossos alunos , vou resgatar um trechinho do texto Revisando projetos de aprendizagem em tempos de web 2.0: "Além desta característica básica que permite a acolhida de interesse dos alunos , os PA modificam a dinâmica orgânica de sala de aula , instalando processos democráticos de decisão quanto ao que estudar, como trabalhar e como se organizar em função dos PA. Nesta nova organicidade, o erro ou o não chegar aos resultados esperados tornam-se elementos do crescimento, pois servem de componentes de análise pelos grupos para detectarem onde poderiam ter realizado ou caminhado de outra maneira." Não podemos esquecer que ao aplicarmos o PA com nossos alunos , estaremos aprendendo com eles. Nosso processo de crescimento está diretamente relacionado às nossas práticas. Devemos ter em mente que aquela ideia de que o professor sabe tudo e não erra nunca , não deve ser alimentada.
Um abraço e até...
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Jurema e Lidiane!
Lembro da grande dificuldade na elaboração do primeiro PA.Chegou um momento em que a Bea veio e escreveu assim:"OK ,gurias!Está na hora de achar o foco!" Aquilo provocou mais que um frio na barriga,porque não conseguíamos(meu grupo e eu) achar o foco.Todas as possibilidades já tinha uma resposta imediata.A Íris e a Bea diziam que estávamos fazendo o caminho inverso do PA.Esta "pressão" fez surgir nossa questão principal:"O stress é saudável?" Neste caso foi e nossas pesquisas nos levaram a saber informações preciosas sobre o assunto.Acredito que para a Bea e a Íris não foi menos difícil do que para nós.O PA não é fácil,mas também não é impossível de ser realizado.É difícil sim,por isso é preciso experimentá-lo muitas vezes.Como escreveu a colega acima:" Nosso processo de crescimento está diretamente relacionado às nossas práticas." Assim é com nossos alunos também!
Beijos à todas,
Luciene
16/09
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Bea não podia deixar de responder a tua pergunta anterior sobre "Os recursos" que aponto no texto são necessários?.Vamos lá você imagina fazer um PA só com alunos, professora e cadernos pois muitos é só o que trazem.Eu não consigo imaginar,pois quando eu participei do PA minha necessidade foi o micro e todos acessórios possiveis para que eu pudesse fazer as trocas e deixei a desejar.Então penso ser necessário os recursos materiais sim.Quanto aos humanos são necessários sim,pois os processos só acontecem se toda a comunidade escolar está envolvida nele e isso se aplica a toda equipe diretiva e aos pais que são de fundamental importância na vida escolar dos filhos.Não sei se tudo isso é fundamental para termos um Belo PA como referiu e também não é o suficiente.Para ser suficiente é necessário que entendamos e termos segurança na realização de qualquer proposta.Hoje me sinto segura na realização do processo alfabetizar,mas levou um tempo e foi sofrido enquanto eu não obtive essa segurança,pois ali eu tinha a responsabilidade de 30 crianças dentre elas seis especiais que eu não podia falar com eles.Errado ou certo eu não sei,mas é humano.Vamos lá vencer os medos no PA isso com certeza eu vou fazer,depois que passar e eu aprender quero chegar para você e dizer qual foi a emoção de vencer essa minha insegurança,como eu fiz quando falei de minha experiências no alfabetizar.
Jurema-16/09
Jurema e colegas
Por que será que depois dos PA iniciamos o semestre com o desafio do lixo e o desafio da mobília (que poderia ser feito com classificados de jornal, por exemplo)? É possível estabelecer relações entre PA e estas duas atividades? Elas tem algo em comum?
Colocamos um texto novo no menu que fala um pouco das dificuldades de ser professor neste momento de transição.
Abra@os, Iris
Queridas, o friozinho na barriga sempre vai existir. Uma vez ouvi a Fernanda Montenegro dizendo que o dia que ela entrar em cena sem medo, está na hora de parar. Não pensem que os primeiros PA vão ser como vocês gostariam!! Mas, tb pode ( normalmente é o que acontece com a liberdade oferecida) dar resultados muito além do esperado. O limite da criação é infinito!!
Não pensem que nós ficamos satisfeitas com os PA de vocês como produto científico. Por outro lado, tb temos a certeza, como bem disse a Lu e outros, que esse é o caminho e que precisa de muitas práticas nele.
Sabe aquela de que a água tanto dá até que fura? Pois é!! Nós vamos insisitir tanto com a liberdade de construir e de cooperar que eles vão fazer isso, e olhem, com muito mais facilidade e proprieiedade
Sobre recursos, já vi PA com folhinha de papel, muito cuspe , muito movimento e muita escrita: entrevistas, visitas e saidas de campo, trocas de opinião com outras turmas, leituras em revistas e livros na biblioteca, vídeos, filme, maquetes, experiências no pátio etc... nada que um professor de qualquer escola não possa usar. A stecnologias digitais não são a base do PA, ela simplesmente oferecem recursos fantásticos para que a metodologia de Projetos de Aprendizagem tenha mais possibilidades de deslanchar .
Um abração e coragem
Bea
Olá grupo!
A discussão está boa, hein?! É de situações produtivas como esta que precisamos na educação!
Entendo a procupação da Jurema, pois não existem recursos em muitas escolas...porém, um PA enquanto uma metodologia a ser utilizada no processo de aprendizagem, possui uma característica que vai além do material virtual a ser construído. Claro que a tecnologia ajuda muuiitoo!!!!Mas o principal em um PA está justamente nesta mudança de postura em que assumem o professor e aluno, como também nesta quebra dos fazeres que se institucionalizaram na escola como padrão. Os PAs possibilitam inúmeras situações, entre eles gostaria de citar a autoria, pois acredito ser um ponto importante a ser ressaltado nesta construção e que não há a necessidade de muitos recursos.
Gostaria de propor que pensássemos em como propor a utilização dos PAs e/ou fragmentos dele em uma realidade em que não haja muitos recursos (conforme a colega Jurema descreveu). O que acham? Topam?
Grande abraço,
Vanessa
Oi Vanessa e colegas! Concordo contigo quando disseste que não há necessidade de muitos recursos. Nós , professores do Estado do Rio Grande do Sul , estamos mais do que acostumados a nos "virarmos nos 30"! Não temos quase nada para usarmos em nossas aulas , então o jeito é improvisar. Quanto ao PA , realmente fica muito mais fácil os alunos terem as tecnologias a disposição para pesquisas e a construção , mas , como não é nossa realidade , podemos pensar em alternativas , como por exemplo : convidar os pais para uma reunião , explicar como seria o trabalho de pesquisa e solicitar o auxilio daqueles que tem computador em casa para permitam que seu filho e alguns colegas de seu grupo de interesse(PA) façam pesquisas em grupo; talvez combinar uma vez a cada 15 dias em uma Lan House próxima da escola ; sonhando um pouco mais , o professor comprar um note para proporcionar pesquisas com os alunos ; talvez alternativas como convidar pessoas que possam ser entrevistadas pelos alunos, que tenham um conhecimento maior sobre assuntos pesquisados; ainda , como há séculos , pesquisar na biblioteca da escola , ou biblioteca pública, jornais... Penso que temos que improvisar , usando nossa criatividade e as possibilidades.
Um beijo e até...
Magali
É o que é a educação senão um grande sonho que nós, sonhadores, sonhamos todos os dias? Agora, cuidado!! Improvisar não pode ser sinônimo de enjambração. Querem um exemplo? Não ter uma balança e construir uma balança com 2 pratos, barbante e um eixo central . Se é para entender medidas aproximadas ok!! Colocar 3 maças em um lado e 1 maçã de outro pode dar a idéia concreta de que 3 juntas tem mais massa e peso do que apenas 1. Agora, se é para medir diferenças mínimas entre massas, não dá!! É reduzir a ciência a um arremedo dela.
Assim, cuide com a idéia de improvisar tipo, hoje apareceu um gatinho na aula e eu vou falar de gatos. Qual é minha intenção? O que eu pretendo ajudar a desenvolver? Que conhecimento, conceitos, atitudes eu pretendo que eles desenvolvam?
E PA não é improvisar!! Senão vira uma porcaria, onde os alunos falam de anjos, de duendes, não testam nem confirmam hipóteses etc...
Um abração
Bea
Olá meninas, está bacana o nosso fórum, hein?!!
Bem, não tenho certeza de quem escreveu acerca do improviso mas pela cor, creio que tenha sido a Magali... mas vamos lá... penso que essa colega ao sugerir o improviso, o pensou como sinônimo de adaptação/adequação (à realidade) e não como enjambração.
Gurias, peço que não me critiquem pelo que vou dizer, talvez eu até esteja sendo um tanto utópica, mas eu acredito fielmente que a mudança deve partir de nós, professores! (Explico em seguida.)
Como eu já ponderei em um fórum anterior – durante a recuperação: as nossas realidades estão muito aquém do que almejamos; nossas crianças chegam à escola totalmente a parte do mundo letrado, suas famílias vêem a instituição escola como um lugar seguro que abriga e alimenta seus filhos por determinado período do dia; há o pensamento mesquinho de que “o Governo se incumbirá de prover a sustentabilidade de seu povo”... Ora, é isto que nós pensamos da educação e da vida em sociedade? Não, é óbvio! Mas muitas (se não todas) das famílias de nossos alunos pensam de tal modo. Tá, mas e ai?! Então eu me conformo e faço “mais do mesmo”? Lógico que não! Afinal, como diz o dito popular, façamos dos limões um gostosa limonada!
Vejam, se eu fico idealizando uma possível clientela e tomo a não concretização deste ideal como justificativa para o fracasso de meu trabalho realmente, não estou preparada para implantar o PA em minha turma. Agora se eu aceito a minha realidade, desvinculando-a de um perfil idealizado, e me disponho a enfrentar os percalços da trajetória ai sim, estou preparada para o PA. Coragem e boa vontade, acima de tudo ACEITAÇÃO. Estas são as nossas munições!
P.s.: Quando digo que aceito minha realidade não estou dizendo que estou de acordo com ela. Apenas estou afirmando que não adianta idealizar, o que aí está é o que temos! São limões... mas não esqueçam da possibilidade da limonada!
Abraços,
Marcinha
Pessoal! Olha aí o saudoso Raulzito corroborando a minha fala...
"Nunca se vence uma guerra lutando sozinho
Cê sabe que a gente precisa entrar em contato
Com toda essa força contida e que vive guardada
O eco de suas palavras não repercutem em nada
É sempre mais fácil achar que a culpa é do outro
Evita o aperto de mão de um possível aliado, é...
Convence as paredes do quarto, e dorme tranqüilo
Sabendo no fundo do peito que não era nada daquilo
Coragem, coragem, se o que você quer é aquilo que pensa e faz
Coragem, coragem, eu sei que você pode mais
É sempre mais fácil achar que a culpa é do outro
Evita o aperto de mão de um possível aliado
Convence as paredes do quarto, e dorme tranqüilo
Sabendo no fundo do peito que não era nada daquilo
Coragem, coragem, se o que você quer é aquilo que pensa e faz
Coragem, coragem, eu sei que você pode mais."
(Por quem os sinos dobram?
Raul Seixas)
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Entrei para fazer mais um comentário e vi que os comentários em torno do PA estou de vento em polpa.Lendo cada colocação das colegas percebi que os sentimentos se misturam em agústias,medos,insegurança e ao mesmo tempo uma vontade de mudar mesmo sabendo que as dificuldades de construir um PA em nossas escolas são bastantes como destacou a Jurema.
Eu como as demais cologas sinto esse medo,só de pensar na idéia de construir um PA com os alunos ja sinto um desconforto.Mesmo fazendo essa reverencia não siginifica que devemos deixar a insegurança e o medo tomar conta devemos ir adiante sempre,ousando e aproveitando as oportunidades ,como citou a professora Bea na questão do gato em sala de aula,e fazer dela um desafio para ambos {alunos e professor}.Hoje li uma citação da autora Cecilia Mereles Que dizia mais ou menos assim "Hoje desaprendo o que tinha aprendido até ontem e que amanhã recomeçarei a aprender".Essa citação vem bem de encontro com nosso foco,é bem isso a cada dia uma nova aprendizagem sobrepõe-se em uma aprendizagem antiga.Assim vamos fazendo e nos sentindo mais segura e mais acreditadas na nossa capacidade de lidar com a mudança.
Luciana Dias 19/09/09
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Oi Lu!
Só para retificar o que colocaste: "vem bem ao encontro", ok?
Bjus, Vanessa
Oi, Vanessa!
Já que colocaste um desafio eu acrescento alguma coisa (com primeiras, segundas e terceiras intenções, lógico).
E se , trocássemos o "sem recursos" por alunos com necessidades especiais? Como achas que seria realizar um PA, com eles?
Beijinhos
Bia Guterres
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Oi pessoal!
Farei a "pescaria" no fórum da Carla Truda.Logo volto aqui com o resultado da pescaria.
Beijos,Luciene
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Oi pessoal vim aqui para comunicar que vou fazer a pescaria no fórum da Camila.
Bjs Luciana Dias
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Oi pessoal!
Farei a pescaria no fórum do Mário.Aguardem amanhã à noite postarei.
Bjus Lidi 24-09
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Grupo Pescado: Mario - 1B - analise de um lixo
Pescador: Lidiane
Esse grupo abordou questões de preconceito como situação socio econômica da pessoa dona do lixo.
Assim como o nosso grupo, abordam questões sobre o P.A., mas de forma mais segura e motivadora. Trago para nós, o epnsamento pescado por lá, de Rubens Alves : Pensar não é saber as respostas. Pensar é fazer perguntas."
Esse pensamento, na verdade tem mais informações, totalizando um parágrafo, e foi postado pela colega Rosária Moraes.Traz a discussão esse parágrafo do livro Educação dos sentidos e mais... desse autor.
Nesse grupo, os colegas são unânimes em pensar que o professor deve ser mais do que educadorm mediador, deve ser desafiador. A discussão desse fórum, girou em torno dos benefícios do P.A. para a educação e para nossos alunos.
27/09
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Oi Gente amada, que discussão produtiva! A Marcinha fez seu papel de mediadora de forma excelente deixando o debate correr e intervindo como colocações que faiam retomar e avançar. Parabéns aos participantes.
Fiquei preocupada com as duas Kat, uma só entrou uma vez a e KD não entrou!!
Pena que o prazo terminou!!
Um abração
Bea
Colei na pg da etapa 2 o peixinho da Lidiane
Pessoal, valeu!!!
Adorei mediar este fórum, vcs foram fantásticas em suas reflexões; cresci com vcs!
Bjs, Marcinha.
Comments (19)
Lidiane said
at 11:02 pm on Sep 6, 2009
Oi pessoal! estive aqui estou esperando... Que tal discutirmos onde encontarmos as duas questões apontadas nos textos:senso comu e preconceito? Onde percebemos isso nos trabaçahos dos grupos? O que acham?
Beatriz Magdalena said
at 2:33 pm on Sep 8, 2009
Lidi, colei tua mensagem no fórum. Quem sabe cadaum escreve com uma cor?
Um abraço
Bea
Beatriz Magdalena said
at 3:05 pm on Sep 11, 2009
Gurias que maravilha!! A Marcinha está cuucando um grupo que já está de antemão cutucado e pronto para refletir. Estou gostando!!
Um abração
Bea
Lidiane said
at 11:09 am on Sep 12, 2009
Oi Bea! Não quis colocar minha fala na página pra não aparecer intrometida e nem mesmo que estivesse acelerando ao grupo. Abraços.
esponjamusical@... said
at 3:59 pm on Sep 12, 2009
Oi, colegas!
Por sugestão da professora Bea, estou saindo de meu grupo original e "migrando" para outro. Posso ficar com vocês? Já estou até lendo os comentários de todas para poder participar. Beijinhos e obrigada.
Magali said
at 12:56 pm on Sep 13, 2009
Por mim Bia, sinta-se em casa!!! Um beijão
Magali
esponjamusical@... said
at 1:20 pm on Sep 13, 2009
Obrigada, Magali! Que bom...
esponjamusical@... said
at 4:09 pm on Sep 13, 2009
Colegas! A Lu Sobotyk está sem conexão até terça que vem e pediu que eu avisasse a todas. Abraços. Bia Guterres
Luciene said
at 10:16 am on Sep 14, 2009
Gurias!
estou na escola,tentando entrar nos espaços virtuais que preciso,mas está meio complicado pelo fator tempo.Agora terminou o recreio e preciso voltar para a sala de aula.Estou com sérios problemas em minha conexão de casa e por isto mais ausente neste espaço.Agradeço a compreensão.Consegui ler as postagens feitas por vocês.Hoje á tarde,tenho "janelas" no meu horário e tentarei postar algo.
Abraços,Luciene
Beatriz Magdalena said
at 3:26 pm on Sep 14, 2009
Gurias, vocês estão simplesmente o Máximo!!! A discussão está fantástica graças a nosssa mediadora.Ju, estou com medo da Marcinha!! Ela está tomando meu lugar!! :-))
Bea
marcia.kemele@... said
at 9:58 pm on Sep 14, 2009
Oi colegas,
Eu concordo com a Bea, também estou com medo da Marcinha.
Ela está pior que .... vocês sabem quem!
Beijos.
Márcia Regina said
at 11:52 pm on Sep 17, 2009
Bea, quem me dera algum dia ter competência para tomar o teu lugar!!!
Bj
Magali said
at 8:09 am on Sep 18, 2009
Olá Bea! Minha referência a improvisar foi especificamente às ferramentas e materiais, de forma alguma quanto ao tema do PA ou seus desdobramentos.
Um abraço,
Magali
Magali said
at 6:36 pm on Sep 18, 2009
Oi pessoal! A página está desconfigurada pra mim!!! Não consigo editar! Faz dois dias que tento e não dá! Já tentei de tudo e não resolve! Alguém tb está passando por isto? Magali
Magali said
at 6:49 pm on Sep 18, 2009
Oi novamente!!!! Consegui !!! Foi só reclamar aqui que resolveu!!!!!
Bjs
esponjamusical@... said
at 9:15 pm on Sep 20, 2009
Oi, colegas! Dei uma olhada na solicitação da atividade 6, do SI.O indicativo, como já devem ter lido , é que visitemos outro fórum para trazer uma contribuição escrita por lá. Caso não se importem, vou dar uma espiada no fórum que antecede o nosso, na lista: mediado pela colega Joci. Em breve retorno trazendo algum "peixinho", como disse a Bea.
Bjs
Bia Guterres
Magali said
at 9:15 am on Sep 21, 2009
Oi Bia e colegas! Já que vais pro que antecede vou para o que sucede o nosso, mediado pela Maria Gabriela , Ok???!!!!
Um abraço à todos e até mais...
Magali said
at 8:29 pm on Sep 22, 2009
Oi pessoal!
Como foi criado o fórum 2, para a nova etapa da atividade , retirei minha colocação daqui e passei pra lá.
Um beijo e até...
esponjamusical@... said
at 8:51 pm on Sep 22, 2009
Beijocas, Magali.
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