Componentes do grupo:
Elisabeth Fatima
Gisele Martins
Marlene Rodrigues Ferreira
ARQUITETURAS PEDAGÓGICAS
Partindo das leituras realizadas sobre arquiteturas pedágogicas, entendemos que as mesmas versam sobre uma nova visão da aprendizagens, organizando novas estruturas do conhecimento. O uso da tecnologia não pode ser encarado como uma simples receita, ele deve estar embasado em teorias, utilizando metodologias para construir a aprendizagem, sabendo que esta aprendizagem se constrói a partir da interação, reflexão do sujeito sobre os fatos e o ambiente (segundo Kerckohve, 2003).
Baseadas neste conceito construimos nossa arquitetura pedagógica tendo como ponto de partida a pedagogia da incerteza, sendo que a mesma nasce da incerteza do movimento, da dúvida, da necessidade da busca de novas alternativas, do debate e da troca e a arquitetura de aprendizagem incidente, que consiste em realizar tarefas sobre um determinado conteúdo onde é necessário dispor de informação a fim de cumprir um objetivo, utilizando atividades divertidas de se realizar com software educacional e com o uso da internet.
Pretendemos construir um estudo que dialogasse com a diversidade cultural retomando um estudo realizado no eixo 6 na interdisciplina de etnias, aproveitamento a semana da consciencia negra onde todas as escolas devem realizar atividades sobre o tema, cumprindo uma determinação legal.
Não temos como pretensão trabalhar este tema, apenas para cumprir solicitação, mas para buscar uma nova maneira de lidarmos com o tema. Segundo a professora Marilene Paré todos os dias nós aprendemos um pouco sobre essa consciência negra, mas não podemos deixar passar desapercebida a luta de um dos mairores líderes negros brasileiros, que foi Zumbi dos Palmares.
- Por que este trabalho que propomos é uma arquitetura pedagógica?
Por que não estaremos trabalhando nos moldes mecanicistas. Vamos romper com a velha estrutura, deixando de lado textos prontos e o conhecimento despejado sobre eles, partiremos das concepções e das incertezas dos alunos para que os mesmos busquem ,através da utilização de diferente recursos pedagógicos, troca de informações e debates, construirem suas certezas.
- Que concepção pedagógica fundamenta a proposta desta arquitetura?
Utilizaremos para a construção desta arquitetura as bases das idéias construtivistas de Piaget e a pedagogia da pergunta de Freire, onde os nossos objetivos a serem desenvolvidos são a busca de solução de problemas reais, a transformação da informação em conhecimento, a investigação, autoria, expressão, interlocução, autonomia e cooperação.
- Quais são nossas intenções ao fazer esta proposição?
Nossa intenção é propiciar um estudo diferenciado sobre um tema atual e real em nossa sociedade, mostrando a eles nossas ferramentas de pesquisa, o papel do negro em nossa sociedade partindo das suas visões sobre este foco.
- A proposta é inovadora, no que ela inova? Se eu não estivesse fazendo este curso teria condições de propô-la?
Sim, ela inova porque parte do conhecimento do aluno, deixando de lado textos prontos, buscando as concepções dos alunos sobre o tema proposto, fazendo uso de tecnologias não habituais em seu cotidano (internet, sites, dvd's pedagógicos, entre outros).
Se nós não estivéssemos trabalhando novas propostas e metodologias não estaríamos capacitadas para desenvolvermos tais arquiteturas. Estaríamos ligadas a velhas concepções de aprendizagens, priorizando o livro didático, negando o saberes dos alunos.
- Quais são os elementos constiutivos privilegiados na proposta? Por que esta escolha? Eles são identificáveis ao longo do desenvolvimento da arquitetura? Como poderão ser avaliados?
Priorizamos os seguintes elementos para a construção de nossa arquitetura, sabemos que sem estes não seria possível construí-la.
- Interação
- Levantamento do conhecimento prévio
- Questionamentos
- Investigação
- Mediação
- Cooperação
- Flexibilidade
- Tecnologias
- Autoria
- Registros
Todos os elementos são importantes para o desenvolvimento da arquitetura proposta, a medida em que os alunos estarão interagindo com o tema proposto, estarão desenvolvendo um dos elementos constitutivos que serão avaliados ao longo do processo através da observação, coleta de dados, entrevistas e publicação de sua autoria.
- Que tipo de ferramentas e materiais de aprendizagem vão ser utilizados?
- Hora do Conto ,com utilização de data show
- Exposição de gravuras
- Entrevistas
- Pesquisas em sites educacionais
- Confecção de dicionário de palavras de origens africanas.
- Qual é o papel do professor e dos alunos?
O papel do professor é ser mediador do processo, buscar dos alunos questões para incentivá-los a construírem o conhecimento. O papel do aluno é construir a aprendizagem, interagindo no processo, ser investigativo, questionador e co-autor do processo.
- Que estratégias estão envolvidas na arquitetura pedagógica proposta?
Utilizaremos como estratégia questionamentos para que os alunos exponham sua visão sobre o tema proposto (consciência negra), com intuito de levantarmos as certezas provisórias sobre o assunto em questão. A partir do levantamento das certezas, desencadearemos o processo investigativo através da elaboração de uma entrevista a qual deverá ser realizada com seus familiares ou pessoas de seu relacionamento. Após concluída esta etapa desenvolveremosa apresentação destas entrevistas, salientando os pontos em comum mostrados nessa análise. Faremos posteriormente a hora do conto, como parte ilustrativa sobre o preconceito racial.
- Que competências e conceitos (conteúdo interdisciplinar) pretendo desenvolver com esta arquitetura? Como serão avaliados?
Desejamos desenvolver as seguintes competências com nossos alunos: trabalhar em equipe, utilizar novas tecnologias através de sites educativos, organizar as situações de aprendizagem, envolver os pais em sua rotina escolar, atuar como construtores da aprendizagem sendo co-autores do processo. Os conteúdos que abordaremos neste trabalho envolvem questões de discriminação racial, trajetória, contribuição e participação do negro na sociedade.
Os alunos serão avaliados através de relatos e registro ao final de cada atividade expressando sua opinião sobre as mesmas.
- Que produtos podemos alcançar?
Confecção de dicionário com as palavras de origem africanas utilizadas em nosso dia-a-dia, apreciação de um prato desta culinária.
Sites prováveis para serem utilizados na realização desta arquitetura:
http://www.acordacultura.org.br/data/documents/storedDocuments/%7B3C1992DE-D6D9-409B-B257-8C78C9B57D7A%7D/%7B88B40AA2-D97E-4491-9B33-873AE74D9C78%7D/africa.swf
http://www.acordacultura.org.br/data/documents/storedDocuments/%7B3C1992DE-D6D9-409B-B257-8C78C9B57D7A%7D/%7B2E0752AD-37F8-43ED-9603-65BA34EF5986%7D/tocandojunto.swf
http://www.acordacultura.org.br/
Comments (8)
Beatriz Magdalena said
at 12:33 pm on Nov 4, 2009
Gente, onde vocês andam? O que aconteceu com esse grupo? Vocês leral o texto? Leram o que deveriam fazer para hoje á noite?
Estou desapontada.
Um abração
Bea
Beatriz Magdalena said
at 4:42 pm on Nov 6, 2009
E ai? Gurias, estou preocupada!! como podemos ajudar vocês se não postam material? Vamos falar em cima do quê?
Um abração
Bea
Marlene said
at 7:05 pm on Nov 7, 2009
Profª Bea, não havíamos postado nada até momento porque preferimos nos reunir em grupo para discutirmos as idéias, realizamos a leitura do texto e discutimos qual seria a melhor arquitetura a adotar, espero tenhamos entendido a proposta de trabalho, seguimos o roteiro indicado para apresentar nossa proposta, aguardamos o sua análise para darmos andamento ao processo.
Iris Elisabeth Tempel Costa said
at 11:23 am on Nov 15, 2009
Olá, Marlene, Gisele e Elisabeth
Gostei muito da proposta feita e, com muito entusiasmo, sugiro que a coloquem em prática. Gostaria de entender um pouco melhor como pensaram a entrevista com os familiares. As questões serão elaboradas por vocês, a partir do que os alunos trouxerem ou já há um fio condutor pensado? Que tipo de informações pensam recolher junto aos familiares? Caso abordem os preconceitos, é interessante levantar junto aos alunos o que entendem por preconceito, que tipo de situações evidenciam sua "presença", como pensam que ele(s) se propaga(m).
Duas sugestões:
1- Ofereçam a possibilidade deles buscarem sites. Pode ser um pouco mais trabalhoso, mas vale a pena os alunos verem a grande quantidade de material existente e não só uns poucos sites, ok?
2- Ao desenvolverem o trabalho, registrem detalhadamente todo o processo: o que fluiu bem, os entraves, as mudanças de rota, os resultados alcançados, o que os alunos acharam deste tipo de trabalho, como se envolveram ou não, etc... No estágio este tipo de registro precisa ser feito para posterior análise e esta também é uma oportunidade para exercitarem este tipo de ação.
Parabéns, vocês entenderam a proposta!
Bom trabalho e seguimos conversando por aqui.
Daiane Grassi said
at 1:42 pm on Nov 16, 2009
Oi gurias, completando as sugestões da Iris, quem sabe um blog para registrar o trabalho? Um portfólio de aprendizagem?!
Como estão pensando na organização da testagem: "18/11 a 01/12 - testagem da arquitetura com seus alunos"?
Abração, Daiane.
gisele said
at 6:48 pm on Nov 18, 2009
Olá Daiane, professora Ìris e professora Bea, como nós estamos em plena Semana da Consciência Negra,nós resolvemos aplicar nossa arquitetura com os nossos alunos.
Não poderíamos deixar de ver como nos reunimos teorias e práticas em sala de aula.
Eu conversei com a Beth e a Marlene, que ainda tenho em minha escola um desafio: sempre quando preciso interagir com as tecnologias, mesmo com um bom laboratório de informática a escola não possui internet,esse problema resolvi com o uso de um modem 3G, a Marlene também teve esses problemas e para solucioá-los levou o seu lap top para utilizar pois o dia dela usar o espaço é sexta-feira. Aprovetei esse espaço para relataro quanto ainda tem a falta de acesso à tecnologia, pois a Beth também teve que levar o seu lap top.
Assim vemos o quanto a internet já está inserida em nossas práticas e ausente em nossas escolas.
Para os quetionamentos para a criação de enquetes pedi que eles escrevessem em um papel suas dúvidas sobre a Consciência Negra e enviei para casa um envelope vazio com uma folha pedindo aos pais que escrevessem suas dúvidas.
No outro dia li o conteúdo enviado pelos pais com eles em uma rodinha e também o que eles escreveram.
Assim transcrevi tudo ao papel pardo e fixei-os em uma das paredes.
Criamos então, as dúvidas provisórias.Gisele Martins
Marlene said
at 8:33 pm on Nov 18, 2009
Olá professoras, como a Gisa já expôs, meu horário no LI se limita a 45 min às sextas-feiras e na semana passada aproveitei o espaço para realizar pesquisas na internet, antes do nosso horário conversamos em sala sobre a Semana da Consciência Negra, e sugeri que visitassem sites que abordavam este tema. Trabalho com uma terceira série e o LI foi implantado este ano na escola com uma série de problemas, eles nunca haviam pesquisados usando esta ferramenta, pesquisar utilizando o google, geralmente o professor realiza jogos relacionados com o conteúdo desenvolvido mas não utiliza a internet, os alunos apreciaram a atividade, pena que não utilizamos todo o horário pois ocorreu queda de energia e o trabalho teve que ser suspenso. Esta semana utilizei a internet móvel (3G) com o datashow para mostrar outros sites sobre o tema e abordar personalidades negras que se destacaram no contexto mundial. Vou continuar trabalhando nste rítmo, lamento não poder aplicar a sugestão da Daiane sobre a construção de um blog, já comentei com o prof do LI e assim que for possível pretendo colocá-la em prática.
Marlene.
Beatriz Magdalena said
at 5:58 pm on Dec 2, 2009
Gurias, como proposta teórica está ótima!! Bem desenvolvida, apresnetando a teoria embasadora ( superficial mas bem colocada), as tecnologias que vão utilizar e a metodologia que vão desenvolver, centrada no trabalho autoral dos alunos. lembrem que ela começa com um tema que vocês colocaram para eles, aproveitando uma data comemorativa. O importante é voc~es se darem conta que mesmo assim, é possível reverter a forma de trabalhar, provocando nos alunos o interesse em desenvolver tópicos e conhecimentos que estão relacionados ao tema maior. Gostei!! Vale a pena já começar a pensar no estágio e em como por em prática arquiteturas como essas.
Um abração
Bea
You don't have permission to comment on this page.